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terça-feira, 26 de janeiro de 2016


Que horas ela volta? 
      A jornalista e blogueira Nina Lemos foi assistir ao filme Que horas ela volta ao lado de amigos europeus. Morando na Alemanha, viu que a plateia reagia de maneira distinta aos pedidos feitos à empregada, vivida por Regina Casé, que mais parecia uma escrava. 
     Estrangeiros achavam que havia um exagero na criação da personagem, já os brasileiros, envergonhados, riam de nervoso. Ninguém lá acredita que a patroa peça um copo d'água à empregada. Leia o texto de Nila Lemos:
Val, me traz um copo de água, por favor?
Val, você pode colocar a mesa, por favor?
Val, você pode tirar a mesa, por favor?
Val, você pode trazer um sorvete para a gente?
Esse tipo de pedido é repetido sem parar em "Que horas ela volta", o filme gênio de Anna Muylaert estrelado com maestria por Regina Casé.
Val, por favor! Val é a empregada da casa, uma pessoa "praticamente da família". Val é uma escrava.
     A família de classe média alta brasileira, sentada na mesa, faz os pedidos, e Val vem e volta. Algumas vezes eles estão sentados na mesa da cozinha, ao lado da Val, mas pedem para ela: "você pode pegar água?" Ela abre a geladeira. Os membros da família, pai artista, mãe fashionista e filho adolescente gente boa, parecem incapazes. Eles não se movem. Eles não levantam a porra da bunda da cadeira. No meio do filme a vontade é entrar na tela e bater neles.
     Estou em um cinema em Kreuzberg, Berlim, e eu sei que é assim na vida real no meu país. A platéia, formada por brasileiros e alemães, dá risos nervosos. Desconfio que os risos nervosos sejam mais de brasileiros como eu, que conhecem bem essa situação e sabem que a escravidão existe no Brasil de uma maneira sinistra. E de uma forma que a gente ainda não foi capaz de acabar.
     Vez ou outra eu falo nervosa para o alemão: "é assim mesmo".
     Na saída, encontro uma amiga brasileira, também acompanhada de namorado europeu e ela me diz: "deu um pouco de vergonha". Concordamos que a vergonha é total.
     No café, eu explico para ele. "É assim, não, não na minha família, não com os meus amigos, mas sim, eu conheço gente assim." "Eu sei, se você está dizendo eu acredito. Mas quem na Europa vai acreditar que essa situação é real? Acho que vão pensar que a diretora é genial, mas que criou uma historia surrealista muito boa, não que isso seja real. Porque isso é muito bizarro. Isso é inconcebível."
     Cara de vergonha. E repito, pela milésima vez em dois anos: "é assim mesmo! É absurdo! Mas é assim mesmo!"
     Lembro de um ex de esquerda que brincava no inicio dos anos 2000: " é bom morar no Brasil porque aqui temos escravos". E gargalhava. Isso antes do politicamente correto chegar e, graças a deus, acabar com esse tipo de humor podre.
     Na minha vida passada recente, eu tinha empregada duas vezes por semana em São Paulo só para catar a minha bagunça. Não sou de família rica. Sou de família de classe média média com momentos de dureza, mas na casa da minha avó sempre teve empregada. Quando eu era bebê meus pais tiveram empregada que dormiu em casa. Eu tive babás por alguns momentos.
O alemão fala: lembro que a minha mãe dizia que o sonho dela, se ganhasse na loteria, era ter uma empregada domestica."
    Conto para uma alemã mãe de três filhos que muitas crianças brasileiras não ajudam em casa, não fazem nada, pedem tudo para a babá. Ela diz: "não acredito, mas elas são muito ricas, não?". "Não, são classe media como você". Ela faz cara de choque e diz: "fulana, vem aqui ouvir a história que a Nina está contando, você não vai acreditar."
     Uma criança alemã não pede um copo de água, ela abre a geladeira e pega. Elas não pedem um sanduíche, elas fazem. Tenho dois enteados alemães, sei do que estou falando.
    Há um ano e meio não, não tenho faxineira. Sim, a minha casa vive uma zona. Sim, eu cozinho. Sim, eu lavo louça, sim, eu lavo as minhas roupas e as estendo em um varal. Tentem. É muito fácil. Eu juro.
    Esse não é um texto vira lata falando que, oh, veja bem, a Europa é tão superior. É apenas para dizer que talvez de longe a gente enxergue melhor certas coisas.
    E eu sei mais que nunca que o jeito que patrões como os da Val vivem é inaceitável.
    E eu sei mais que nunca que a escravidão existe sim no Brasil, onde descolados levam babás vestidas de branco para brincar com os filhos na praia do Arpoador enquanto eles fumam um e falam de arte.
    Obrigado Anna Muylaert, por abrir a porta do armário e mostrar essa realidade para o mundo.

Via: Conexão Jornalismo
Link: http://goo.gl/tYJ5pj


domingo, 2 de agosto de 2015


Amores Fast-Food Matam o Coração - Karen Curi
A fome é tanta, a pressa, a ânsia pela saciedade consome os apressados. O mundo anda mesmo tão corrido… As vontades e quereres, sempre tão urgentes, precisam ser prontamente atendidos porque ninguém aguenta esperar que chova na sua horta. Dizem os mais inquietos que esperar é para os acomodados, que devemos correr atrás dos sonhos, abrir os caminhos do nosso destino, botar a mão na massa e fazer acontecer. Concordo. Só que existe um porém; corre-se demais sem saber realmente o que buscar, e no desespero de conseguir o que quer — ou a ilusão do que se almeja — os apressados se perdem, se enveredam em toda e qualquer saída. A fim de alcançar o maior número de conquistas (que neste caso não são vitórias), deixa-se de dar importância às consequências que cada uma delas traz ao coração.

Preciso confessar que eu faço parte do time dos maratonistas da vida. Sim. Quero tudo pra ontem, não me acomodo nas comodidades que meus dias me regalam. Me apavoro só de pensar numa vida sem mudanças, na rotina perfeitamente traçada sem direito a desvios. Não me bastam as certezas do meu universo, nem a quietude de uma espera consentida no portão. Eu quero mais é vendaval, tormentas abruptas que levam embora o que não é firme o bastante para permanecer. Só dessa forma eu consigo admirar a calmaria da manhã seguinte e valorar o que ficou de profundo e enraizado.
O problema de ser assim, apreciadora da velocidade por viver, é que quando os ventos não andam soprando lá com tanta veemência, a falta de emoção — mais conhecida como mesmice — cresce vertiginosamente aqui dentro. Impaciência, inquietude, incredulidade, inconformismo. Tudo junto.
Mas enquanto o estilo apressado de ser e querer e sentir não chega ao coração, tudo bem. Porque o coração não pode, nem deve ser manejado com afobamento, ou sob qualquer outro tipo de pressão. O amor é único em sua amplitude absolutamente sucinta. Lê-se: Único. Amor não é sexo, não é afinidade, não é amizade, necessidade, nem paixão ou compaixão, desejo, ensejo. Nada disso. Amor é amor. Assim, simplesmente e lindamente.
Acontece que, muitas vezes, o desespero por viver o amor é tão imenso, praticamente incontrolável, que a cegueira acomete os olhos do apurado por amar. De certo que o amor é cego, mas o anseio por ele obstrui a visão e todos os outros sentidos. A pessoa quer porque quer ter alguém para chamar de seu. E diante da pressão de encontrá-lo despeja-se sobre qualquer alma as suas vontades e planos, sem respeitar a si próprio, sem considerar o outro. Perde-se o critério de avaliação de sentimentos, de compatibilidade, as sensações se confundem e se misturam umas às outras.
Dessa forma, é dada a largada aos amores de fast-food. Esfomeados em busca de uma embalagem bonita, alguém que lhes salte os olhos e sacie a fome de amar e ser amado naquele instante. Tem que ser agora, deve ser pra já. A sede matada na saliva, e o coração que morra afogado nas lágrimas do dia seguinte. Sim, porque depois de tantas trocas, tornam-se mais estranhos do que antes de terem sido apresentados.
Corações deveriam ser alvos de amor pra se lançar sonhos a dois, cumplicidade, tantas coisas boas, e não um pano de chão para que qualquer um limpe os pés na entrada e pise na saída.
Na pressa por viver um amor e em busca de ser feliz junto a alguém, as pessoas se atropelam em euforias, bocas e corpos. Não estou dizendo que se deva ser um monge e viver recluso às possibilidades amorosas. Não é isso. Aliás, eu, como parte do time dos corredores pela vida, penso que estamos aqui para viver de forma ampla, trocar experiências, ser feliz e fazer feliz. Mas acredito, sinceramente, que o coração não é um brinquedo, nem objeto de tortura, muito menos algo perecível com prazo de validade para se usar e descartar. Aliás, nas questões do amor, deve-se ter cautela para que ninguém saia, pelo menos, tão ferido.
Está praticamente imposto que trouxa é aquele que preserva o seu coração, que se ama e se respeita acima de tudo. Porque legal mesmo é sair traçando tudo o que se vê pela frente, deixando fluídos por aqui e acolá, espalhando sementes em terras úmidas sem a menor precaução e preocupação com o terreno alheio. Não se engane. A fome desvairada por provar todos os quitutes da festa passa, e o vazio que fica é um buraco tão fundo e tão escuro que vai desencadear meses de insônia e muito, mas muito arrependimento por ter sido tão permissivo.
Portanto, antes que nos deixemos tomar pela ansiedade de degustar os amores de fast-food, por que não nos alimentamos, antes de tudo, de amor próprio, de confiança, de respeito? Que nos amemos primeiro e nos provemos primeiro antes de oferecer um bocado à qualquer morto de fome.
Se o amor não tem limite, que a caridade amorosa tenha.

sexta-feira, 31 de julho de 2015


Sobre sair para beber sozinha - Amanda Mormito


Há tempos eu saio para beber e viajar sozinha. Tudo começou quando eu cansei de esperar amigas que nunca quiseram sair do estado e namorados que nunca houveram, para daí então poder fazer algo que eu realmente quisesse. Tirei o bandaid e aceitei que adorava ficar um tempo sozinha quando tinha 19 anos e desde então venho fazendo ambos independente de onde more ou de onde visite. Porque conhecer bares e lugares
 diferentes são duas coisas deliciosas, juntas elas ficam perfeitas. Não confunda liberdade pessoal com introversão, por gentileza, durante esse post.
Acontece que não é lá muito comum fazer isso. Esse post era para sair daqui um tempo (quando eu já tivesse abarcado mais álcoois e lugares legais para visitar), mas resolvi publicar antes por motivos de: “não está sendo fácil sair para beber sozinha”. 
Veja bem, não sou uma pessoa que chama atenção: não tenho mais que 1,60m , sou discreta (já cheguei a ir a um mesmo bar 2x na mesma semana durante 2 meses, me sentar no mesmo lugar e ser atendida pelas mesmas pessoas que jamais se lembraram da minha existência, até que um deles notou que eu sempre pedia a mesma coisa – Old Fashioned sempre às quintas) e séria, mas nem isso ajuda na hora de sair para beber sem companhia.
E vamos ao real motivo pelo qual estou abrindo aqui o corazón: qual o problema de uma mulher se sentar sozinha em um bar e pedir algo para tomar?
Dentre as poucas vezes que me atrevi a fazer isso por São Paulo ou fui assediada, ou indaga se não tinha amigos, ou se estava de coração partido e até mesmo se estava caçando (nessas palavras). E surpreendentemente não foram só homens que fizeram isso, muitas mulheres me olharam feio entre as vezes que cheguei sozinha e sai sozinha de um bar.
Pude até ter sido ingênua das primeiras vezes. Morei em uma cidade que isso não era comum também, mas pelo menos as pessoas me respeitavam. Afinal, a vida tá aí pra cada um ser feliz fazendo o que julga coerente e que traz, ainda que seja, um pequeno momento de felicidade. E independente de crenças ou filosofias, você há de concordar comigo que o tempo cada vez passa mais rápido (alguém aí viu Junho passar?).
Eu também não sou dessas que tem medo de cara feia, minha família é italiana (cara feia pra gente é fome), mas uma experiência que poderia ter sido minimamente tranquila e sem maiores desafetos acaba se tornando uma chateação sem fim (qual a necessidade?).
Uma das últimas experiências que tive aqui foi em um restaurante-bar de Pinheiros. O bartender não sabia direito como lidar com o fato de ter uma menina sentada a sua frente sem uma amiga ou alguém a tiracolo, fui sincera e abri o jogo com ele: não se preocupa comigo porque eu adoro ter um tempo sozinha. Até aí eu entendo (sério) e não ligo (muito) de justificar o propósito de estar fazendo aquilo se vai deixar o menino mais tranquilo para me atender e/ou bater um papo descontraído. Mas vamos combinar que eu não precisaria fazer isso.
Mas daí, amigos, apareceu a hostess do lugar. A cidadã me perguntou, acreditem, 3 vezes se eu estava sozinha e se iria ficar sozinha. Não satisfeita, foi para trás do bar, falou com o bartender olhando para mim e ficou me encarando durante o tempo que permaneci no lugar. E ainda ficou desconjurada quando comecei a balançar o pé ao som dos Beatles que tocava como música ambiente por lá. Pelo jeito estava eu infringindo regras.

Quando ela sumiu do mapa e eu jurei que o desconforto houvesse passado, chegou um casal no estabelecimento. Não haviam cadeiras disponíveis para ambos se sentarem a não ser as duas banquetas que estavam ao meu lado. Os dois somente se sentaram quando me afastei um pouco das duas banquetas e inclinei a minha mais em direção a parede. A mulher se sentou ao meu lado e o namorado dela ao lado. Não sei a real intenção e não me julguem se estiver sendo “inocente, não sabe de nada”, mas a menina se sentou de costas para mim. Fiquei constrangida e o bartender, já meu amigo, se sentiu incomodado. Desconcertado, ele até me ofereceu um drink da casa – sem custo e um “desculpa moça, mas não é todo dia que uma garota sai sozinha para beber drinks no meio da tarde”.
A real é que essa foi uma das várias vezes que saí para beber sozinha. Poderia ir a uma livraria, no Ibiraquera ou até mesmo ao cinema, mas o fato de ser um bar tá errado. Eu não ligo para cara fechada e tem bares que são mais ou menos propícios para se fazer isso, mas ser mulher e ir a um bar sozinha ainda é um tabu (tabu ainda mesmo entre nós, mulheres).
Acho um saco ter que ficar me justificando cada vez que alguém me pergunta: tá sozinha por que? Gente, passa pela cabeça de alguém que eu quero ficar no meu canto? Sou dessas que tem preguiça de falar às vezes e adoro observar o movimento ao meu redor. Acho incrível ver pessoas sorrindo ou até mesmo tendo discussões acaloradas e me lembrar de coisas gostosas, é meu jeito de sentir a vida transcorrendo.
Muita gente tem mania de confundir a solidão com tristeza. Foi para o cinema sozinho? Porque ninguém quis ir contigo. Foi jantar sozinho? Coitado, que dó. Foi para o bar beber sozinho? Tá de coração partido. Ou a coisa é inversamente oposta: tá caçando, tá querendo, tá fácil.
Eu fui criada sabendo que ninguém iria realizar meus desejos por mim e que ninguém paga minhas contas no final do dia para julgar se meu dinheiro vai ser melhor gasto em uma bolsa ou em um drink numa quinta-feira de noite, em um bar sozinha.
Sei também que muita gente não gosta dessa exposição, não é lá tão fácil sair sozinha e desfrutar sua própria companhia, mas amigos, por favor, deixem em paz quem consegue/pode fazê-lo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sabe o ódio que espalhamos por aí? 
 Daqui a pouco ele volta. 
Bem na cara de um de nós, de um dos nossos.



     Ódio é ódio, minha gente. Amarrar a um poste um suspeito de assalto e surrá-lo até a morte é exercitar o mesmo ódio que um assassino põe em prática ao tirar a vida de um trabalhador no ponto de ônibus. É dar cabo da mesma fúria de um covarde que espanca a mulher em casa. Quem toma parte de um linchamento utiliza o mesmo recurso de um bandido medonho que amarra uma corda ao pescoço de um cachorrinho e o asfixia para divulgar a foto nas redes sociais.
     É o mesmo ódio. Sob outra forma, distribui a mesma raiva levada adiante por quem ofende uma pessoa por sua cor, seu credo, sua origem social e sua opção sexual. Tem a mesma sanha de ataque e a velha falta de critério e estratégia dos que pensam mirar insultos a um partido político e acabam atirando descaradamente contra o resto do mundo, contra a decência, o respeito, a inteligência. É ódio, minha gente! Distribuir ódio por aí, sob qualquer forma, virou a coisa mais fácil e banal do mundo.
     Estamos borrifando maldade sem nos darmos conta! E daqui a pouco ela volta. Volta na cara de um de nós, de um dos nossos, sob a forma de um insulto gratuito, uma paulada, uma bala perdida. Porque insistimos, nós, os “cidadãos de bem”, em praticar o mesmo ódio dos facínoras. E antes que alguém me diga com expressão superior: “você está generalizando, menino!”, eu respondo — ódio é ódio em qualquer lugar, sob qualquer dose, com qualquer pretexto. Venha do imbecil que ofende uma jornalista negra, do “militante político” que pede a morte de um “adversário” pelo facebook, do criminoso que assalta e mata, de um justiceiro que espanca e executa um acusado na rua ou do desavisado que aplaude uma barbaridade.
     Pensemos. E, por favor, miremos nossas reflexões para além do simples e fácil “você está defendendo bandido”. Nós podemos mais do que isso.

segunda-feira, 29 de junho de 2015


Seu futuro já começou - Gustavo Cebarsi



     Vivemos o futuro a cada instante. A leitura deste texto já foi um plano futuro. Em algum momento, você assinou a revista ou acessou o site, em busca de conhecimento ou atualização. O tempo para a leitura existiu por causa de um planejamento, e neste instante você está lendo porque se propôs a ler e se preparou para quando tivesse um momento livre. Você se organizou para que a leitura virasse o presente.

    Dia a dia, atos presentes sequenciam-se para formar o futuro, que nada mais é do que o evoluir de vários momentos presentes. Esse entendimento é essencial para que você 
planeje bem seu futuro financeiro. Seus planos se resumem a privar-se no presente para poupar e garantir o futuro? Dois efeitos tendem a arruiná-los. Primeiro, você estará consolidando, ao longo dos anos, hábitos espartanos de privação. Se seus planos 
derem certo e você prosperar muito, corre o risco de não saber como aproveitar sua riqueza. 

Segundo, você estará dissociando o presente do futuro, conduzindo um estilo de vida que, em algum momento, espera transformar. Se o futuro está sempre adiante, quando saberemos se já chegou a hora de mudar?

    Esse raciocínio simplifica o processo pelo qual muitas pessoas passam ao se aposentar. Enquanto trabalham, estão sempre mirando adiante, com o sentimento enérgico de edificar um futuro tranquilo e seguro, bem diferente do estresse típico dos anos de trabalho duro.


    Quando chega a aposentadoria, não é apenas a rotina de trabalho que é interrompida. A pessoa é obrigada a mudar também sua rotina familiar, sua maneira de enxergar a vida (que estava sempre adiante), sua maneira de lidar com o dinheiro e de interpretar o futuro. Com a aposentadoria, o futuro chegou! Com tantas transformações, a pessoa se sente perdida, ansiosa, com medo de começar a colher e correr o risco de faltar. Muitos adoecem durante esse processo de estresse e ansiedade.


    O motivo é a interrupção abrupta nos planos. Toda mudança de rumo nos causa algum grau de estresse. Muitas mudanças simultâneas fazem um estrago em nossa estabilidade emocional.

    Se queremos ser ricos no futuro, temos de moldar nosso estilo de vida presente para que seja mais rico, ou o mais próximo possível do que esperamos ter no futuro. Não me refiro à riqueza no sentido de luxos, mas sim de hábitos. Se você espera ter uma aposentadoria repleta de viagens, lazer, convívio com amigos e práticas saudáveis, comece hoje. Sim, isso cabe no orçamento – ou deverá caber quando você assumir uma moradia e um carro compatíveis com escolhas sustentáveis.
   
    Em vez da dolorosa sensação de troca ao tirar do presente para garantir o futuro, escolha a prática sustentável de adotar um presente que não queira perder no futuro e poupe para manter a vida mais interessante escolhida para hoje.

sábado, 27 de junho de 2015



Quando a internet é usada para o bem, o impacto é extraordinário - Catraca Livre


     É espetacular o poder mobilizador da internet, todo dia conhecemos histórias de pessoas que transformam a vida de outras através de uma publicação no Facebook.
     Por dois anos a rotina da dona de casa e vendedora Maria Helena, 61 anos, foi a mesma. Ela vai de porta em porta pela cidade de Volta Redonda (RJ), oferecendo seu sabão caseiro, embalado em um pote de plástico e vendidos por R$ 4. O produto vem acompanhado de um bilhete com o nome e telefone da vendedora escritos com uma letra "cara de vó".
    Porém, no último dia 22 de maio, ela bateu na porta de Luiz Antônio. E graças ao post que ele fez no Facebook  relatando esse encontro, a vida de Maria está mudando completamente.
    Segundo contou no post, Maria disse vender uma pasta que ela mesma fazia e que deixava tudo branco. Luiz disse não precisar e passou o produto adiante.  “Ela agradeceu, eu fechei a janela, mas abri de novo e fiquei observando. Ela ficou com um semblante triste, talvez por receber mais um ‘não’, abriu uma garrafinha de água, começou a beber, apoiada no portão, parecia cansada”, escreveu Luiz em sua página.
    Aquela cena o comoveu, então abriu novamente a janela e adquiriu o sabão caseiro da dona Maria. “O sorriso dela foi tão satisfatório pra mim. Ela começou a explicar o produto, e falou que anotaria o contato dela, mas que não tinha condições de ter um cartãozinho, e me deixou esse pedaço de papel. E lá se foi aquela senhorinha, com a bolsa pesada, bater em outra porta”.
    Em um gesto despretensioso, Luiz fez o post no Facebook com a foto do potinho de sabão e o contato da Maria esperando ajudá-la de alguma forma, para que talvez uma ou outra pessoas se interessassem e ela fizesse algumas vendas a mais.
     Mas o que não imaginava é que a ação causaria tamanha repercussão.  Com mais de 160 mil curtidas e quase 80 mil compartilhamentos, a história viralizou na rede social.
     Lendo os comentários, pessoas de várias cidades brasileiras disseram ter feitos encomendas já. “Deus está me abençoando. O rapaz falou para alguém e o pessoal não para de ligar. Até esqueci o nome da cidade lá na Suíça que me pediram para entregar. Mas é gente de São Paulo, do Rio”, contou Maria Helena em entrevista para a Época Negócios.

sexta-feira, 26 de junho de 2015



Ta querendo estacionar onde não pode? Pense bem!


     Achei essa matéria ótima e resolvi compartilhar com vocês. Um homem estacionou na vaga para para portador de necessidades especiais e foi provavelmente ao banco, quando ele voltou seu carro estava completo de post-it azul e branco com o símbolo do aviso. Ele ficou completamente revoltado e as pessoas que estavam em volta adoraram. E eu também.  

     Porque eu até entendo que a vida está cada vez mais acelerada e achar um lugar para estacionar virou mais uma busca ao tesouro perdido, se eu que sou carona fico irritada quanto mais o motorista. Mas respeitar o direito alheio não deve ser visto como artigo de luxo e sim de primeira necessidade.

     Se recuse a pensar que vai ser só por alguns minutinhos que você vai ocupar aquela vaga especial, mesmo que você demore menos de 2 minutos, não deve ser feito e se os outros fazem, lembre-se sempre das palavras da sua mãe: "Você não é todo mundo."

     As coisas estão complicadas, eu sei.  Mas eu também sei que eu e você podemos colaborar pra que o dia a dia das pessoas, e os nossos também, sejam menos árduos. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015



Porque amor a gente não compra.

     Cada vez mais sinto necessidade de participar de alguma ONG ou Projeto Social como voluntária. Poder ajudar e contribuir de forma positiva a mudar ou melhorar a vida de algumas pessoas. 


     E foi nessa busca que eu me deparei com o projeto "Let It Rain Love" (“Deixe chover amor”).  tem como objetivo incentivar a adoção de animais. Basicamente são fotos de cachorros com aquela "cara de pidão" enquanto esperam seus novos donos. 

     “Minha meta é dar a cada cão uma chance nova de ser adotado. Ou, pelo menos, fazer com que as pessoas visitam os abrigos e ajudem de alguma forma”, diz Jessica a responsável pelo ensaio de apenas 19 anos.

     As fotos ficaram muito fofas e aquela vontade de fazer uma boa ação só cresceu. Por isso enquanto não participar de qualquer projeto formalmente vou ajudar no que posso divulgando os que já existem, divulgar um pouco do amor de quem precisa e nos espera.

     E quando eu parei pra procurar mais sobre o assunto vi o quanto de animais que estão querendo ser adotados e não são porque as pessoas preferem comprar. No final das contas o que vai mais importar ele ser de raça ou o amor que você vai dar e receber? Você quer um animalzinho ou quer algo pra se exibir ? Você se importa mais de onde ele vem ou o que ele é ?


     Eu sei que esse filhotes que são vendidos não tem culpa de nada mas se a gente comprar só vamos incentivar seus donos a terem outros para vender e ganhar dinheiro. 


 Faça a coisa certa, adote bichinho de estimação, seja ele adulto ou filhote, macho ou fêmea. O importante aqui mesmo é o verbo. 

Aqui segue o link do site da fotógrafa: http://www.jessicatrinh.com/

quarta-feira, 3 de junho de 2015


    Pra todo esse mi mi mi de que mulher tem que ser... tem que ser porra nenhuma! 

     Eu vou ser quando eu quiser e se me der vontade deixo de ser logo em seguida, ficou claro meu bem?

terça-feira, 2 de junho de 2015



Vida de Solteiro - Rafael Magalhães


“E a namorada?” Alguém vai me perguntar. Aí vou sorrir e responder: “Estou solteiro!”. E logo depois vem aquela cara de: “nossa, coitadinho”, quando ao meu ver era a hora certa da pessoa me abraçar e pularmos gritando: “Parabéns Campeão!” Sabe, realmente não entendo essas pessoas que colocam o fato de encontrar uma pessoa como sendo um dos objetivos primordiais da vida. Como se a ordem natural fosse: nascer, crescer, conhecer alguém e morrer.
A meu ver, não é assim. As pessoas se dizem solteiras como quem diz que está com uma doença grave, alguém que precise de ajuda. Não é nada disso. Existe sim vida na “solteridão”! E das boas. E isso não quer dizer farra, putaria, poligamia ou promiscuidade. Aliás, quer dizer sim, mas só quando você tiver afim. No mais quer dizer liberdade, paz de espírito, intensidade. E olha que escrevo isso com algum conhecimento de causa, já que tenho vários anos de namoro no currículo.
De verdade, do fundo do coração, eu estou muito bem solteiro. Acho até que melhor que antes. Gosto de acordar pela manhã sem saber como vai terminar meu dia. Gosto da sensação do inesperado, da falta de rotina e de não ter que dar satisfação. Gosto de poder dizer sim quando meu amigo me liga na quinta-feira perguntando se quero viajar com ele na manhã seguinte. De chegar em casa com o Sol nascendo. De não chegar em casa as vezes. De conhecer gente nova todos os dias. De não ter que fazer nada por obrigação. De viver sem angústia, sem ciúme, sem desconfiança. De viver.

Acredito que todo mundo precisa passar por essa fase na vida. Intensamente inclusive. Sabe, entendo que talvez essa não seja sua praia. Ou talvez você nunca vá saber se é. Eu mesmo não sabia que era a minha, e veja só você, hoje sou surfista profissional. O que percebo são pessoas abraçando seus relacionamentos como quem segura uma bóia em um naufrágio. Como se aquela fosse sua última chance de sobrevivência. Eu não quero uma vida assim. Nessa hora talvez você queira me perguntar: “Mas e aí? Vai ficar solteirão para sempre? Vai ser assim até quando?” E eu vou te responder com a maior naturalidade do mundo: “Vai ser assim até quando eu quiser”.
Quando encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga me acompanhar. E não venha me dizer que aquele relacionamento meia boca seu é algo assim. O que eu espero é bem diferente. Quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa. Então para mim só faz sentido estar com alguém que me faça ainda mais feliz do que já sou, e como sei que isso é bem difícil, tenho certeza que o que chegar será bem especial. E se não vier também está tudo bem sabe? Eu realmente não acho que isso seja um objetivo de vida. Não farei como muitos que se deixam levar pela pressão dessa sociedade.
Tanta gente namorando pra dizer que namora, casando pra não se sentir encalhado, abdicando da felicidade por um status social. Aí depois vem a traição, vem o divórcio, a frustração e todo o resto tão comum por aí. Não, não. Me deixa quietinho aqui com minha vida espetacular. Pra ser totalmente sincero com você, a real é que não é sua situação conjugal que te faz feliz ou triste.

Conheço casais extremamente felizes e outros que estão há anos fingindo que dão certo. Conheço gente solteira que tem a vida que pedi para Deus e outros desesperados baixando aplicativos de paquera e acreditando que a(o) ex era o grande amor e que perdeu sua grande chance. Quanta bobagem.
A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio, e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa e pedir pra ser infeliz. Conheço sim vários casais incríveis, assim como tantos outros que não enxergam que estão se matando pouco a pouco. Só peço que não deixem que o medo da solidão faça com que a tristeza pareça algo suportável. Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você.


Discurso completo de Emma Watson sobre Igualdade de Gêneros

“Hoje estamos aqui lançando a campanha HeForShe. Eu estou falando com vocês porque precisamos de ajuda. Queremos acabar com a desigualdade de gêneros – e pra fazer isso, todo mundo precisa estar envolvido.
Essa é a primeira campanha desse tipo na ONU. Precisamos mobilizar tantos homens e garotos quanto possível para a mudança. Não queremos só falar sobre isso. Queremos tentar e ter certeza que é tangível.
Eu fui apontada como embaixadora da boa vontade para a ONU Mulheres há seis meses e quanto mais eu falava sobre feminismo, mais eu me dava conta que lutar pelos direitos das mulheres muitas vezes virou sinônimo de odiar os homens. Se tem uma coisa que eu tenho certeza é que isso tem que parar.
Para registro, feminismo, por definição é a crença de que homens e mulheres devem ter oportunidades e direitos iguais. É a teoria da igualdade política, econômica e social entre os sexos.
Eu comecei a questionar as suposições baseadas em gênero quando eu tinha oito anos, fui chamada de mandona porque eu queria dirigir uma peça para nossos pais – mas os meninos não foram. Aos quatorze anos, sendo sexualizada por membros da imprensa. Com quinze anos, minhas amigas começaram a sair dos times esportivos porque não queriam parecer masculinas. Aos 18, meus amigos homens não podiam expressar seus sentimentos.
Eu decidi que eu era uma feminista. Isso não parecia complicado pra mim. Mas minhas pesquisas recentes mostraram que feminismo virou uma palavra não muito popular. Aparentemente, eu estou entre as mulheres que são vistas como muito fortes, muito agressivas, anti homens, não atraentes.
Por que essa palavra se tornou tão impopular?
Eu sou da Inglaterra e eu acho que é direito que me paguem o mesmo tanto que meus colegas de trabalho do sexo masculino. Eu acho que é direito tomar decisões sobre meu próprio corpo. Eu acho que é direito que mulheres estejam envolvidas e me representando em políticas e decisões tomadas no meu país. Eu acho que é direito que socialmente, eu receba o mesmo respeito que homens. Mas infelizmente, eu posso dizer que não existe nenhum país no mundo em que todas as mulheres possam esperar ver esses direitos.
Nenhum país do mundo pode dizer ainda que alcançou igualdade de gêneros. Esses direitos são considerados direitos humanos, mas eu sou uma das sortudas. Minha vida é de puro privilégio porque meus pais não me amaram menos porque eu nasci filha. Minha escola não me limitou porque eu era menina. Meus mentores não acharam que eu poderia ir menos longe porque posso ter filhos algum dia. Essas influências são as embaixadoras na igualdade de gêneros que me fizeram quem eu sou hoje. Eles podem não saber, mas são feministas necessários no mundo de hoje. Precisamos de mais desses. Não é a palavra que é importante. É a ideia e ambição por trás dela, porque nem todas as mulheres receberam os mesmos direitos que eu. De fato, estatisticamente, muito poucas receberam. 
Em 1997, Hillary Clinton fez um famoso discurso em Pequim sobre direitos das mulheres. Infelizmente, muito do que ela queria mudar ainda é verdade hoje. Mas o que me impressionou foi que menos de 30% da audiência era masculina. Como nós podemos efetivar a mudança no mundo quando apenas metade dele é convidada a participar da conversa?
Homens, eu gostaria de usar essa oportunidade para apresentar o convite formal. Igualdade de gêneros é seu problema também.
Até hoje eu vejo o papel do meu pai como pai ser menos válido na sociedade. Eu vi jovens homens sofrendo de doenças, incapazes de pedirem ajuda por medo de que isso os torne menos homens – de fato, no Reino Unido, suicídio é a maior causa de morte entre homens de 20-49 anos, superando acidentes de carro, câncer e doenças de coração. Eu vi homens frágeis e inseguros sobre o que constitui o sucesso masculino. Homens também não tem o benefício da igualdade.
Nós não queremos falar sobre homens sendo aprisionados pelos esteriótipos de gênero mas eles estão. Quando eles estiverem livres, as coisas vão mudar para as mulheres como consequência natural. Se homens não tem que ser agressivos, mulheres não serão obrigadas a serem submissas. Se homens não tem a necessidade de controlar, mulheres não precisarão ser controladas. Tanto homens quando mulheres deveriam ser livres para serem sensíveis. Tanto homens e mulheres deveriam ser livres para serem fortes.
É hora de começar a ver gênero como um espectro ao invés de dois conjuntos de ideais opostos. Deveríamos parar de nos definir pelo que não somos e começarmos a nós definir pelo que somos. Todos podemos ser mais livres e é isso que HeForShe é sobre. É sobre liberdade. Eu quero que os homens comecem essa luta para que suas filhas, irmãs e esposas possam se livrar do preconceito, mas também para que seus filhos tenham permissão para serem vulneráveis e humanos e fazendo isso, sejam uma versão mais completa de si mesmos.
Você pode pensar: Quem é essa menina de Harry Potter? O que ela está fazendo na ONU? É uma boa questão e acreditem em mim, eu tenho me perguntado a mesma coisa. Não sei se sou qualificada para estar aqui. Tudo que eu sei é que eu me importo com esse problema e eu quero melhorar isso. E tendo visto o que eu vi e sendo apresentada com a oportunidade, eu acho que é minha responsabilidade dizer algo. Edmund Burke disse: “Tudo que é preciso para que as forças do mal triunfem é que bons homens e mulheres não façam nada.”
Cheia de nervos para esse discurso e em um momento de dúvida eu disse pra mim mesma: se não eu, quem? Se não agora, quando? Se você tem as mesmas dúvidas quando apresentado uma oportunidade, eu espero que essas palavras possam ajudar.
Porque a realidade é que se a gente não fizer nada, vai demorar 75 anos, ou até eu ter quase 100 anos antes que mulheres possam esperar receber o mesmo tanto que os homens no trabalho. 15.5 milhões de garotas vão se casar nos próximos 16 anos como crianças. E nas taxas atuais não vai ser até 2086 até que todas as crianças da África rural possam receber educação fundamental.
Se você acredita em igualdade, você pode ser um desses feministas que não sabem sobre os quais eu falei mais cedo. E por isso, eu te aplaudo.
Estamos lutando, mas a boa notícia é que temos a plataforma. É chamada HeForShe. Eu convido você a ir em frente, ser visto e se perguntar: se não eu, quem? Se não agora, quando?
Obrigada.”


Relacionamentos Abusivos - Jout Jout

     Primeiramente me identifiquei muito com o vídeo, porque quando a gente está bem no meio do furação as coisas ficam complicadas e embaçadas de se enxergar, mas quando finalmente me libertei vi com clareza que aquilo parecia mais um cativeiro emocional do que qualquer outra coisa.

     Muitas pessoas nem sabem que estão em um relacionamento abusivos e as que tem uma leve impressão de estarem sempre passam pela fase de negação. Mas vamos lhe dar algumas dicas pra te ajudar a saber se deve cair fora o mais rápido possível:

1 - Na maioria das brigas você pode estar certa no início mas de algum modo no final você acaba se sentindo culpada ou sentindo que foi injusta e pede desculpas?

2 - Seu emocional parece mais uma montanha russa?

3 - Ele/ela faz alguma coisa errada e diz que você é a culpada por ele te feito aquilo?

4 - Qualquer briga é motivo para ele/ela dizer que quer terminar?

5 - Ele/ela te faz sentir as vezes feia, burra, puta ou sempre falam sem querer coisas que te magoam?

6 - Ele te faz sentir que a culpa é sua e que ele tentou sempre dar certo?

7 - Ele termina com você e quando percebe que você tá saindo com outros caras ele reaparece só pra se fazer presente e não deixa você esquece-lo?

     Esses são só alguns exemplos, tem muitos por aí. É muito difícil ver que um relacionamento que você queria tanto que desse certo e que até pode ter dado certo por algum tempo mas hoje te faz mais mal do que bem, é triste aceitar que chegou ao fim, mas você precisar dar um basta nesse namoro abusivo.
     Cedo é sempre melhor que tarde!

#livreestou

sexta-feira, 29 de maio de 2015


Todo mundo tem namorado e nem ficante eu tenho! 

     Todo mundo já passou por uma crise por falta de namorado, principalmente na adolescência, e se você não passou vai passar. 

     A gente acha que nunca vai encontrar alguém, se pergunta qual será o problema e defeito, pensa que nunca vai noiva, olha pros casais se formando do nosso lado e dá um ódio no coração e sempre tem uma Kely pra tentar acalmar nossos corações, mas é claro não adianta.

     Eu adoro ver esse vídeo e toda vez que eu assisto fico rindo muito porque mostra basicamente esses medos e incertezas da falta de uma vida amorosa. Espero que gostem! ;)



quinta-feira, 28 de maio de 2015


Faz Parte - JoutJout Prazer

     Sofrimento faz parte da vida, não é pra acabar com ele, é pra aprender a lidar com ele e as vezes ele é bom




Stand Up Saulo Pinheiro

Pra rir um pouco falando de namorada, traição e sexo!



terça-feira, 26 de maio de 2015


Jeitinho brasileiro - Marion de Castro


     Este tipo de afirmação já foi orgulho para o país, porque dá a entender que todo brasileiro tem um modo eficaz de conquistar seus ideias, de enfrentar situações, de driblar as adversidades, e até mesmo de se adaptar em determinados momentos quando os problemas são muitos. Enfim, no "mundo dos espertos" o brasileiro tem sempre uma saída.

     Mas a frase "Dá o seu jeitinho brasileiro" escrita em carta aos bolsistas do Ciência Sem Fronteiras, foi tida como uma afronta. Os estudantes brasileiros em intercâmbio no programa “Ciências sem Fronteiras (CsF)”, nos Estados Unidos “receberam um e-mail inusitado do Institute of International Education (IIE), organização norte-americana que promove o intercâmbio em colaboração com o governo. Nele, o diretor do Instituto, Edward Monks, fala para os bolsistas usarem o “jeitinho brasileiro” (interpretação livre para "use that Brazilian method of creative problem solving") enquanto a verba de transporte para estágios e pesquisas fora da cidade de domicílio no exterior não é liberada pelo programa.

        Eu me pergunto? Que "jeitinho brasileiro" seria esse?

     Por conta do descaso em relação ao pagamento de uma firma terceirizada, profissionais da área de saúde estão literalmente limpando consultórios médicos em um hospital. 

 No Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o própriomédico estava limpando no domingo, junto com uma paciente o local. Acompanhantes estão fazendo a retirada de lixos e se preocupando com a faxina.

  Outra situação constrangedora pode ser vista na UERJ em que os alunos há semanas veem o lixo se acumulando nos corredores e salas de aula. Seria o caso dos próprios alunos largarem os livros e pegarem na vassoura? Seria esse também um "jeitinho brasileiro"?

    Enquanto se fala em milhões de reais que desaparecem daqui ou dali, a população sofre com os descaso das autoridades, com a insegurança, transporte, medicamentos e higiene.

     E como se não bastasse, um vereador cujo salário mensal é de R$ 10.000,00 fala abertamente que com um salário desses a pessoa tem que ser corrupto para poder viver os 30 dias do mês:  “Se não for corrupto, mal se sustenta”. Eu me pergunto: E o resto da população que ganha salário mínimo faz o que? Sinceramente, eu acho que se perdeu a noção de decência, de justiça, de bom senso.

   E depois a gente vê na televisão aquela propaganda pedindo dinheiro para ajudar crianças em situação de abandono.  Todo um repertório bem elaborado para que? Para comover o telespectador da desgraça alheia quando na verdade a obrigação é do Governo, dos Ministérios, das pessoas que nós elegemos e colocamos no poder.

    Essa metodologia de fazer do brasileiro um cooperador, um "estagiário sem remuneração", tem dado certo em muitos "negócios". Mas está na hora do povo acordar.