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terça-feira, 3 de novembro de 2015



Crítica sobre o Livro After - Anna Todd

    [Resenha] Conta a história de uma menina (Tessa) completamente inexperiente em todos os sentidos da vida e que seguia rigorosamente todo o roteiro que sua mãe lhe impunha desde que seu pai as abandonou. Assim que entra na faculdade, conhece sua colega de quarto a Step e seu grupo de amigos que são completamente o oposto. Logo de inicio se apaixona pelo misterioso, grosseiro e bonito Hardin. Eles não se dão bem desde o primeiro contato, mas aos poucos descobrem que essas diferenças só o atraem mais.

     Antes de comprar vi vários comentários e vídeos de pessoas que adoraram e afirmavam ser um dos melhores livros que leram. Tinha um pressentimento de que iria me arrepender e mesmo assim o comprei. E minhas suspeitas só se confirmaram.  Fiquei chocada com a quantidade de elogio ao livro e personagens porque a história é completamente clichê como "50 Tons de Cinza" ou "Crepúsculo".  

     O que mais me irrita é sobre as pessoas romantizarem o relacionamento conturbado que eles tinham, que mais parecia uma roda gigantes com seus altos e baixos. Das pessoas não criticarem essa absurda dependência que os dois tinham um pelo outro como se fosse saudável.  Não enxergarem o quanto a autora tenta explorar essa ideia de que a mulher com muita persistência e amor consegue melhorar um homem.

     Torcem para que os dois fiquem juntos mesmo sendo a melhor opção para Tessa tira-lo completamente da sua vida. Porque mesmo com todas as coisas boas e mudanças de comportamento que ele provoca não valem a pena pela a inconstância, grosseira e o tanto que ela chora no livro inteiro.  Não por ser sentimental ou fraca mas porque tem alguém abusando, manipulando, brincando e sendo inconstante com suas emoções e a melhor saída é chorar.

    O que muita gente não comenta é que apesar de parecer o mocinho da história que só tem problemas por causa da infância conturbada e dificuldade de envolvimento, Hardin é completamente carente, controlador, calculista, ciumento, mimado e manipulador. Defeitos suavizados sempre pela autora para parecerem mais fofos e bonitos do que realmente são. 

     Anna Todd poderia ter facilmente economizado 150 páginas excluindo metade do: "Eu te amo", "Covinhas dos rosto dele", "Você me machuca muito Hardin" ou "Estou indo embora". Situações repetitivas para enfatizar o drama entre o casal ou a personalidade de cada um, mesmo já sendo bem claro.

     Acho que a autora sabe muito bem usar os artifícios de suspense, deixando um rastro de interrogações e pistas para resolve-lo por todo o livro, mas mesmo assim a história é chata e clichê. Não tenho a menor intenção de ler a continuação, mesmo tendo um monte de dúvidas que só serão explicadas no outro livro (talvez né). 

sexta-feira, 19 de junho de 2015


Max Lucado

     Mudar de direção na vida não é trágico. Perder a paixão sim.

     Algumas coisas nos acontecem ao longo do caminho. As convicções para modificar o mundo decadente são transformadas em comprometimentos parar pagar as contas. Ao invés de fazer a diferença, fazemos o salário. Ao invés de olhar adiante, olhamos para trás. Ao invés para fora, olhamos para dentro.

     E não gostamos do que vemos.






segunda-feira, 1 de junho de 2015


Cidades de Papel - John Green


— Então a gente pode ligar para o Ben?

 Não. Ben é um babaca.
Radar me fitou pelo canto do olho.
— É claro que ele é. Sabe qual é seu problema, Quentin? Você espera que as pessoas não sejam elas mesmas. Quer dizer, eu podia odiar você por ser tão pouco pontual e por nunca se interessar por nada que não seja Margo Roth Spiegelman e por, tipo, nunca me perguntar como estão indo as coisas com minha namorada… Mas eu não ligo, cara, porque você é você. Meus pais têm uma tonelada de porcaria de Papais Noéis pretos, mas tudo bem. São meus pais. Eu sou totalmente obcecado por uma enciclopédia on-line e por isso deixo de atender o telefone quando meus amigos ligam, ou mesmo minha namorada. Tudo bem também. Eu sou assim. Você gosta de mim do jeito que eu sou. E eu de você. Você é engraçado, inteligente e pode até chegar atrasado, mas sempre chega.
— Valeu.
— É, bem, não era para ser um elogio. Eu só estava dizendo para você parar de pensar que Ben deveria ser você, e ele precisa parar de pensar que você deveria ser quem ele é, e vocês dois podiam baixar um pouco a bola.
— Tudo bem… — cedi, afinal, e liguei para Ben.

terça-feira, 26 de maio de 2015

- Toda vez que leio esse texto penso em você.




     Travessuras ( Doidas e Santas) - Martha Medeiros

     O novo livro de Mario Vargas Llosa é uma história de amor que dura uma vida inteira. Tudo começa no verão de 1950, no Peru, quando Ricardo , um rapazote de quinze anos que sonhava em morar em Paris, conhece Lily, uma adolescente com uma personalidade mais do que marcante. Ele se apaixona feito um bezerro, como ele mesmo define.


     O livro conta a trajetória desse amor ora feliz e quase sempre infeliz. Lily some do Peru sem deixar rastro, Ricardo vai morar em Paris e só se reencontram anos depois Ela some de novo e, passado um tempo, ele a reencontra em Londres. Ela desaparece outra vez e ele mais tarde a descobre em Tóquio, onde ela apronta todas e evapora, claro. E ainda mais uma vez se cruzam em Madri, ambos cinquentões. Lily, essa mulher misteriosa que vai trocando de nome e de marido a cada aparição, é uma peste. Tem índole suspeita, hábitos condenáveis e é fria com uma manhã de inverno em São José dos Ausentes. Nem muito bonita é. Faz de Ricardo gato e sapato. Ele resiste? Nem Tenta, pois sabe que não há como. O amor verdadeiro tem destas coisas: não se explica, não se controla, não se racionaliza, simplesmente toma conta. É uma droga, um vício, uma viagem entre o céu e o inferno, ida e volta, sem parar. 

    Vargas Llosa escreveu um livro encantador sob várias aspectos, não só pela original sequência de encontros e desencontros dessa casal instável, mas também por retratar períodos significativos das principais cidades do mundo. E por escrever com mão de pluma, tratando com leveza a angústia humana e com isso dando ao livro um tom novo, sem dramalhão que costuma caracterizar as histórias de amor não resolvidas.

     Outra coisa que me chamou a atenção foi o título, Travessuras da menina má. "Menina Má" é como Ricardo chamava carinhosamente a jararaca, mas o uso do termo "travessuras" é curioso. A mulher que ele ama não é travessa, caramba: é uma bisca. mentirosa, falsa, sem escrúpulos - e fascinante óbvio. Ricardo sabe que ela está a mil léguas da decência, mas seu amor impede que a julgue com a severidade dos adultos. prefere resumir as sacanagens da amada como pequenas travessuras infantis. Só assim poderá perdoá-la a cada reencontro. 

     Travessuras. Quantas mulheres consideram assim as artimanhas dos maridos, quantos pais encaram como travessuras as mentiras e furtos dos filhos, quantos de nós evitam o confronto com a verdade e, em vez de dar o nome certo às coisas, chamam erros graves de "travessuras" para poder perdoar? Aliás, diante do resultado das últimas eleições, ficou confirmado que o eleitorado brasileiro considerou apenas uma travessura o que andou acontecendo nos bastidores do governo. Enxergar a verdade, quando se está apaixonado, nunca foi bom negócio, quem não sabe? Pois parece que anda servindo para política também. Num caso ou no outro, só resta seguir em frente e torcer para que nossa condescendência seja recompensada. 


Página: 114 e 115

domingo, 24 de maio de 2015


Qualquer um ( Doidas e Santas ) - Martha Medeiros

    A reclamação é antiga, mas continua vigente: mulheres se queixam de que não há homem "no mercado". Acabo de receber um e-mail de uma delas, contando que faz parte de um grupo de mulheres na faixa de 35 anos que são independentes, moram sozinhas, trabalham, falam idiomas, são vaidosas, têm cultura, fazem ginástica e, mesmo com tantos atributos, seguem solteiras e temem não haver tempo para formar a própria família. No finalzinho da mensagem, descubro uma pista para a solução do problema: "Apesar de o relógio biológico estar nos pressionando, não queremos procriar com qualquer um. Queremos um cara bacana para ir ao cinema, almoçar no domingo, viajar nos finais de semana."

     Claro. Quem não quer?

     Não há problema nenhum em ser exigente, em querer uma pessoa que seja especial. O que me deixa intrigada é que há mais probabilidade de você encontrar "qualquer um" do que um deus grego de crachá escrito "Príncipe Encantado". Então me pergunto: as mulheres estarão dando chance para que este "qualquer um" demonstre que está longe de ser um qualquer?

     Sou capaz de apostar que a maioria das mulheres, no primeiro papo, já elimina o candidato, e quase sempre por razões frívolas. Ou porque o sapato dele é medonho, ou porque ele não sabe quem é Roman Polanski, ou porque ele gosta de pizza de estrogonofe com banana, ou porque ele gosta de comédia, ou porque ele mistura steinheger com cerveja, ou porque o carro dele é um carro do ano. Do ano de 1991.

     Imagina se você, proveniente de uma família estruturada, criada dentro de padrões de bom gosto, com qualidades encantadoras, vai se envolver com esse... com esse... com esse sei-lá-quem.

     Pois o "sei-lá-quem" pode ser, sim, aquele cara bacana que levará você para almoçar no domingo, mas você tem que dar uma mãozinha, minha linda. Recolha seus prejulgamentos, dê umas férias para seus preconceitos, deixe seu orgulho de lado e saia com ele três, quatro vezes, até você certeza do caráter medonho, de uma mau humor medonho, de uma burrice medonha. Porque se o problema for só o sapato e a pizza de estrogonofe, isso dá-se um jeito depois, ele não há de ser tão inflexível.

     Aliás, e você? Garanto que também não sai pela rua com uma camiseta anunciando "Mulher Maravilha". Ele também vai ter que descobrir o que há por trás da sua ficha estupenda, e vá que ele implique com as três dezenas de comprimidos que você ingere por dia, com sua recusa de molhar o cabelo no mar, com sua fixação por telefone ou com os seus sutiãs do ano. Do ano de 1991 também.  


    Essa coisa chama "história de amor" requer um certo tempo para ser construída, e as que dão certo são aquelas vividas com paciência, com espírito aberto e geralmente um que consiga romper nossas defesas e nos fazer feliz.

terça-feira, 19 de maio de 2015

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A mulher que não prestava - Tati Bernardi

     Eu queria entender qual exatamente é o meu problema com a falta de problema


Página: 93



A mulher que não prestava - Tati Bernardi

     Aí pra deixar mais clara a minha intenção eu perguntei: "você lê livros ridículos de como fazer marketing pessoal ou casar e ser feliz?"

     Ela fechou o tempo e eu consegui mais uma vez mostrar para uma idiota o quanto eu a achava idiota. Isso me dava prazer, era a vingança por ter perdido meu tempo com uma idiota.

Página: 136



segunda-feira, 11 de maio de 2015


Todo Dia - David Levithan

   Queria que o amor conquistasse tudo. Mas o amor não conquista tudo. Ele não pode fazer nada sozinho. Ele depende de nós para conquistar em seu nome.


Página: 242


sexta-feira, 8 de maio de 2015


Não sou uma dessas - Lenna Dunham 

   "Não tem problema mudar de ideia". Sobre um sentimento, uma pessoa, uma promessa de amor. Não posso continuar só para não me contradizer.


Página: 167





Tudo que eu queria te dizer - Martha Medeiros

   Viver não é para amadores. Puxe para si a responsabilidade de encerrar de vez essa inimizade estéril, esse desgaste emocional tão nocivo à pele e ao humor. Você não é uma menina, é uma mulher. E uma mulher deve saber discernir o que é, de fato, uma derrota e uma vitória. Derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesma.


Página: 126



quinta-feira, 7 de maio de 2015


Jogos Vorazes - Suzanne Collins

    Não sou sempre antipática. Tudo bem, não saio por aí amando todo mundo que encontro pelo caminho, meus sorrisos não aparecem com facilidade, mas me importo com as pessoas.

Página: 134



Não sou uma dessas - Lena Dunham


   Você aprendeu uma nova regra, e ela é simples: não se coloque em situações das quais gostaria de fugir.


Página: 297


terça-feira, 5 de maio de 2015


Doidas e Santas - Martha Medeiros

   "Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.

   Assisti ao filme Mentiras sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sidos ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Nos momentos finais, no entanto, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-o, abrir uma possibilidade de tê-lo de volta, mais inteiro.

   Falar sobre o que sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é esse tipo de nudez que nos atrai.

   Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.

   Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não?

   E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carência, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente. 

   A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentes, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem ter a delicadeza de fazer a aguardada declaração que daria ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguimos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.

   Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádico e avaros ao economizar nossos "eu te perdoo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és", e o nosso mais profundo "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

   Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que a verdadeira arma letal das relações humanas."


Página: 58 e 59
Não sou uma dessas - Lena Dunham

"... pensei que fosse esperta e prática o bastante para separar o que Joaquim dizia que eu era do que eu sabia que era. Na minha opinião, eu era capaz de ser tratada como uma indiferença que beirava ao desdém enquanto mantinha um forte sentimento de autoestima. Obedeci às ordens dele, certa de que podia desempenhar esse papel enquanto protegia o lugar sagrado dentro de mim que sabia que eu merecia mais. Algo diferente. Algo melhor.

   Mas não é assim que funciona. Quando alguém revela que você significa muito pouco e você continua com essa pessoa, sem se dar conta, começa a significar menos para si mesma. Você não é feita de compartimentos! Você é uma pessoa inteira! O que é dito para você é dito para você como um todo, e o mesmo vale para o que é feito. Ser tratada como merda não é um jogo divertido ou uma experiência intelectual transgressora. É algo que você aceita, tolera e aprende a aceitar que merece. Isso é tão simples. Mas me esforcei muito para complicar tudo.

   Disse a mim mesma que tinha sido minha culpa. Afinal, Joaquim nunca falou que terminaria com a namorada. Ele me informou desde o início que era rebelde do tipo que diz as coisas na cara. Ele nunca sequer disse que me ligaria. Mas também acho que, ao embarcarmos em relacionamentos íntimos, fazemos uma promessa humana básica de sermos decentes, de segurarmos um espelho gentil para o outro.

Contei a ela sobre a minha crença nessa promessa. Que era certo e verdadeiro. Joaquim não cumpriu sua parte no acordo."

Página: 69 e 70

sábado, 30 de junho de 2012


Bom, às vezes a vida é dura, mas eu tenho muita coisa para agradecer


A Cabana
Sei ser animada, amável, agradável, afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática.



A Menina que Roubava Livros

quinta-feira, 29 de março de 2012


- De nada adianta toda geografia, trigonometria e aritmétrica do mundo se você não souber por si mesmo - argumentava Marina - E nenhum colégio ensina isso. Não está no programa.

Mas também aprendi que é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível. Com o tempo, a dor.. diminui.
Pode não desaparecer completamente, mas depois de um tempo não é massacrante.


"Eu gosto de você", ela me disse na nossa última noite juntos, "mas nós queremos coisas diferentes". Você poderia fazer muito mais coisa com a sua vida, mas, por algum motivo, se contenta em simplesmente ir levando.

E mesmo se disser que lamento minha imaturidade, não posso desfazer o passado.